domingo, 28 de agosto de 2011

Brasil avança no novo Índice de Desenvolvimento Humano


Texto originalmente extraído do site www.pnud.org.br
Brasil avança no novo Índice de Desenvolvimento Humano


Reformulado, Índice de Desenvolvimento Humano usa Renda Nacional Bruta em vez de PIB e apresenta novos indicadores sobre educação do PNUD.


O Brasil é o 73º no ranking de 169 nações e territórios da nova versão do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que passou por uma das maiores reformulações desde que foi criado, há 20 anos. O índice brasileiro, de 0,699, situa o país entre os de alto desenvolvimento humano e é maior que a média mundial (0,624). Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano, o resultado é parecido com o do conjunto de países da América Latina e Caribe (0,704).


Em razão da mudança de metodologia, não se pode comparar o novo IDH com os índices divulgados em relatórios anteriores. Mas seguindo a nova metodologia, em comparação com os dados recalculados para 2009, o IDH do Brasil mostra uma evolução de quatro posições. O documento, intitulado A verdadeira riqueza das nações: caminhos para o desenvolvimento humano, foi divulgado nesta quinta-feira em Nova York.
A lista é encabeçada pela Noruega (0,938), seguida de Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. A última posição é ocupada por Zimbábue (0,140), superado por República Democrática do Congo, Níger, Burundi e Moçambique. O Brasil está logo acima de Geórgia (74º), Venezuela (75º), Armênia (76º) e Equador (77º), e abaixo de Ilhas Maurício (72º), Macedônia (71º), Irã (70º), Ucrânia (69º) e Bósnia-Herzegóvina (68º). O índice manteve suas características principais — varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano) e engloba três aspectos essenciais do desenvolvimento humano: conhecimento (medido por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). Assim, conserva a premissa que norteou sua criação em 1990: o progresso deve ser mensurado não apenas pelo crescimento econômico, mas também por conquistas em saúde e educação.
Para o 20º aniversário da publicação, foram introduzidas mudanças nos indicadores de renda e educação e no cálculo final (leia mais abaixo o texto “As mudanças na metodologia do IDH”). A reformulação resultou em aprimoramento, mas implicou uma redução no número de países e territórios abrangidos: 15 (incluindo Cuba, Omã e Líbano) saíram da lista por não disporem de informações verificáveis para pelo menos um dos quatro indicadores usados no índice.
Dos três subíndices que compõem o IDH, apenas o de longevidade não passou por alterações: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer. No subíndice de renda, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que contabiliza a renda conquistada pelos residentes de um país, incluindo fluxos internacionais, como remessas vindas do exterior e ajuda internacional, e excluindo a renda gerada no país, mas repatriada ao exterior. Ou seja, a RNB traz um retrato mais preciso do bem-estar econômico das pessoas de um país. No subíndice de educação, houve mudanças nos dois indicadores. Sai a taxa de analfabetismo, entra a média de anos de estudo da população adulta; para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez da taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos.


Evolução recente

Esta não é a primeira vez que o IDH passa por mudanças — a disponibilidade de novos dados e as sugestões de alguns críticos fizeram com que o índice se adaptasse ao longo das últimas duas décadas. Porém, a fim de possibilitar que
sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, a equipe responsável pelo relatório usou a nova metodologia não só para calcular o IDH de 2010, mas também o de 2009 e de outros seis anos de referência: 1980, 1985, 1990, 1995, 2000 e 2005. Para o Brasil, há dados completos desde 2000.
Desde aquele ano, o IDH brasileiro teve um ganho de 7,6% (73ª maior variação numa lista de 137 países). O progresso foi mais rápido que o latino-americano (6,6%) e mais lento que o global (9,3%). De 2005 para cá, a alta foi de 3,1% (92º mais veloz em uma lista de 169 países e territórios). De 2009 para 2010, o aumento foi de 0,8%, o 53º mais elevado entre 169 países. Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 2,7 anos, a média de escolaridade cresceu 1,7 ano e os anos de escolaridade esperada recuaram em 0,8 ano. A renda nacional bruta teve alta de 27% no período. Em comparação com países que estavam em nível semelhante de desenvolvimento em 2000 — os quatro logo acima e os quatro logo abaixo no ranking do IDH —, o Brasil saiu-se como um dos melhores. Se há dez anos era o quinto nesse grupo de nove nações, agora é o terceiro. O grande salto, porém, foi da Ucrânia, que registrava índice semelhante ao brasileiro em 2000, e em 2010 é o país com maior IDH desse conjunto.

As alterações foram pequenas para os países da América Latina ao longo da última década. Chile, Argentina e Uruguai mantêm-se no topo do IDH desse grupo, seguido de México e Peru. Bolívia e Paraguai ainda registram os índices mais baixos. Nas posições intermediárias, estiveram Colômbia, que acelerou menos entre 2000 e 2010, Equador, Venezuela e Brasil. O indicador brasileiro era o sexto no início do período, chegou a ser superado pelo venezuelano em 2009, mas neste ano voltou à sexta colocação.

As mudanças na metodologia do IDH


Os pilares do IDH não foram alterados: o índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior) e engloba três dimensões fundamentais do desenvolvimento humano: conhecimento (mensurado por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). Mas houve modificação em alguns indicadores e no cálculo final do índice.

Subíndice de longevidade

Não mudou: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer. Subíndice de educação É o único que engloba dois indicadores, e ambos foram alterados. Sai a taxa de alfabetização, entra a média de anos de estudo da população adulta (25 anos ou mais). Para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez de taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos (expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada, se os padrões atuais se mantiverem ao longo de sua vida escolar). Essas alterações foram feitas porque alguns países, sobretudo os do topo do IDH, haviam atingido níveis elevados de matrícula bruta e alfabetização — assim, esses indicadores vinham perdendo a capacidade de diferenciar o desempenho dessas nações. Na avaliação do Relatório de Desenvolvimento Humano, as novas variáveis captam melhor o conceito de educação e permitem distinguir com mais precisão a situação dos países. No entanto, assim como os indicadores anteriores, não consideram a qualidade da educação. No método antigo, a taxa de analfabetismo tinha peso nesse subíndice, e a taxa de matrícula, peso 1. Agora, os dois novos indicadores têm peso semelhante.

Subíndice de renda

O PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que abrange os mesmos fatores que o PIB, mas também leva em conta recursos enviados ou recebidos do exterior — é uma maneira de captar melhor as remessas vindas de imigrantes, excluir da conta o envio de lucro para o exterior das empresas e computar a verba de ajuda humanitária recebida pelo país, por exemplo. Assim como na versão anterior usava-se o logaritmo natural do PIB per capita, agora usa-se o logaritmo natural da renda. Também foi mantido o modo como os valores são expressos: em dólar corrigido pela paridade do poder de compra (PPC), que leva em conta a variação do custo de vida entre os países.


Cálculo
Até a edição de 2009, o IDH era calculado como a média simples dos três subíndices (somava-se os três e dividia-se o resultado por três). A partir deste relatório, recorre-se à média geométrica: multiplicam-se os três subíndices e calcula-se a raiz cúbica do resultado (um número que, multiplicado três vezes por ele mesmo, é igual ao resultado da multiplicação). Antes, um desempenho baixo em uma dimensão poderia ser diretamente compensado por um desempenho melhor em outra. Com o novo cálculo, essa compensação perde força — um valor ruim em um dos subíndices tem impacto maior em todo o índice. Além disso, a metodologia permite que 1% de queda na expectativa de vida, por exemplo, tenha o mesmo impacto que 1% de queda na renda ou na educação.

Nível de desenvolvimento humano
O Relatório de Desenvolvimento Humano deixa de classificar o nível de desenvolvimento de acordo com valores fixos e passa a utilizar uma classificação relativa. A lista de países é dividida em quatro partes semelhantes. Os 25% com maior IDH são os de desenvolvimento humano muito alto, o quartil seguinte representa os de alto desenvolvimento, o terceiro grupo é o de médio e os 25% piores, os de baixo desenvolvimento humano.


http://www.pnud.org.br - documento gerado : 04/11/2010 - 15:02:56

Dicas para o ENEM



Confira as questões que podem cair em Geografia


As informações são do Portal Terra

São Paulo - A complexidade e abundância de assuntos ligados à Geografia nas provas de vestibular tão extensa que, muitas vezes, o candidato não consegue dar conta de todos os conteúdos da disciplina cobrados pela universidade em que pretende estudar. "Vale lembrar que a Geografia num vestibular pode parecer uma grande prova de conhecimentos gerais", diz o professor Claudio Terezo, autor do livro Novo Dicionário de Geografia e professor da Escola São Paulo da Cruz, em Osasco.


O geógrafo lembra ainda que é importante que o aluno se foque em três conceitos principais para a aprendizagem: conhecer, perguntar e registrar. "Quando retomar seus estudos no período pré-vestibular, isso trará ótimos resultados", afirma Terezo.


Para orientar os vestibulandos, ele selecionou cinco temas recorrentes nos exames e diz que o aluno "deve relacionar e fazer um encadeamento de idéias, ligando vários assuntos", fazendo com que um tema possa auxiliá-lo em outras questões. Confira as sugestões do professor:


- Globalização: você pode começar pelas revoluções industriais e suas conseqüências para o panorama do mundo atual. Foque na 3ª Revolução Industrial (Revolução tecnocientífica) seguindo o eixo que passa por Nova Ordem Mundial, formação de blocos econômicos, reorganização da economia mundial. Dica: pense na globalização centrada num tripé de interdependência formado por transportes, comércio e telecomunicações.


- Problemas ambientais: tema sempre atual e que envolve uma enorme gama de variantes. Mudanças climáticas afetadas pelo aquecimento global? O efeito estufa sendo agravado pelas ilhas de calor nas cidades aumentando sensivelmente a temperatura da Terra? Degelo nos pólos pode aumentar o nível dos oceanos e acabar com as cidades litorâneas? Deve haver uma redução da queima de combustíveis fosseis e é primordial o uso consciente dos recursos naturais? Ah! A solução são os biocombustíveis? Veja que um assunto está de alguma forma ligado ao outro.

- Geopolítica mundial: a relação de poder sempre será tema para vestibulares, principalmente com conflitos que se estendem por anos e décadas, como a eterna disputa entre judeus e palestinos na Faixa de Gaza. Sem esquecer do poder exercido pelos países produtores de petróleo, como a questão nuclear ainda permeia nosso mundo e a questão de Cuba. Lembrando que a atual crise econômica (2008) e a posse de Barack Obama podem ser tema de redação.


- Realidade brasileira: os problemas que o Brasil enfrenta e poderá enfrentar num futuro breve certamente serão pauta para questões de qualquer vestibular. A corrupção e o enfraquecimento do poder público, a falta de credibilidade de nossas instituições são importante foco para planejamento de nosso futuro. Como esquecer do problema de envelhecimento da população brasileira em poucas décadas? A realidade brasileira pode ser contada a partir da distribuição territorial das atividades econômicas, a industrialização brasileira e o processo de urbanização, item básico para a configuração da população brasileira. Lembre-se que a questão sobre a qualidade de vida da população, seus indicadores e taxas, reforma agrária e o processo de redemocratização sempre estão presentes nos vestibulares.

- Amazônia: quando falamos de Amazônia, devemos lembrar que ela não é apenas uma parte do Brasil e sim um enorme território da América do Sul. Trata-se de um assunto de relevância global e, como tal, temos que observar fatos que permeiam este imenso espaço, tais como o uso sustentável da floresta, o ecoturismo, o desmatamento e o processo de desertificação, a complexidade do sistema hidrográfico e até as questões da biotecnologia e da biopirataria.

As informações são do Portal Terra

Confira alguns links que podem ser utéis:






sábado, 27 de agosto de 2011

Conversas sobre o CBC



Conteúdos Básicos Comuns 

PIP II - Ensino Fundamental Anos Finais 

Os CBCs são constituídos de conceitos básicos e estruturantes de cada disciplina, apresentando os aspectos fundamentais a serem ensinados para que o aluno desenvolva habilidades e competências necessárias à sua formação crítica-cidadã.

Objetivos:

· Estabelecer as metas a serem alcançadas pelo professor a cada ano.

· Nortear as avaliações,tanto de âmbito nacional quanto estadual,e estabelecer um plano de metas para cada escola.

A construção do Cidadão 

Cada disciplina é responsável por um pedacinho da construção do aluno-cidadão.
  • Língua Portuguesa: Como medir a importância do saber ler, interpretar e produzir textos de gêneros variados com autonomia.
  • Língua Inglesa: A globalização estreitou as distâncias e criou uma “aldeia global” onde entender e ser entendido é primordial. Falar, ler e escrever em inglês é comunicar-se com o mundo.
  • Matemática: Um cidadão completo é capaz de interpretar e processar os signos matemáticos, resolver situações problema e desenvolver formas de raciocínio.
  • História: Saber de onde viemos e como éramos para nos explicar como pessoas. A História é a chave do passado que abre a porta do futuro.
  • Geografia: Compreendendo fenômenos naturais, culturais, religiosos e conhecendo seu lugar no espaço para nele interagir criticamente.
  • Educação Física: Cuidados com a cabeça e com o corpo; O CBC de EducaçãoFísica completa a formação cidadã do aluno desenvolvendo habilidades como respeito aos limites próprios e alheios.
  • Arte: O cidadão pensante e ativo consegue exteriorizar as ideias e sentimentos adquiridos em suas experiências de vida.
O CBC pretende mostrar como cada conteúdo constrói e completa o aluno-cidadão. 

CBC – GEOGRAFIA

· Valorizar práticas sociais, culturais e ambientais do educando para a compreensão do espaço geográfico.

· Interpretar fenômenos socioespaciais baseados nosconceitos de território, lugar, rede, região e paisagem.

Eixos Temáticos

I. As Geografias do Cotidiano:

Trabalha as noções de relação (social e cultural) do aluno

II. A Sociodiversidade das paisagens e suas manifestações espaço-culturais:

Dominar diferentes linguagens; entender os processos tecnológicos e sua evolução.

III. Globalização e Regionalização nomundo contemporâneo:

Telecomunicações, mídias, mudanças geopolíticas e espaciais.

IV. Meio Ambiente e Cidadania Planetária:

Desenvolver conceitos de sustentabilidade e sociodiversidade.

Lembrando que o CBC – Geografia corresponde a 50% da Proposta Curricular

Por do sol no mar Cáspio

Por do sol no mar Cáspio