terça-feira, 27 de dezembro de 2011

É a Gota D' Água?

Eaeh galera!! Já tem algum tempo que está "rolando" na internet um vídeo com diversos artistas Globais onde estes defendem, fervorosamente, o barramento da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Pará.
Gosto da ideia de uma Televisão através de suas "celebridades" usar sua influência para lutar pelo bem do nosso país, mas será que é isso que realmente está a acontecer?


 Quando assisti ao tal vídeo questionei-me quais foram os reais motivos da Rede Globo ao fazer esse video (ou você acredita que esse vídeo foi iniciativa dos artistas bonzinhos?).  Pesquisei e pelo que vi muitos acusam a Globo de tomar partido das Grandes ONGs que atuam na Amazônia. Percebi também, que nesse vídeo as alternativas sugeridas pelos artistas que substituiriam a Belo Monte são totalmente inoperantes em larga escala ou demasiadamente caras. Também não concordo quanto ao potencial anual, que segundo esses artistas, durante 8 meses do ano produzirá apenas 1/3 do total. Sei que a construção dessa usina é muito prejudicial ao ambiente amazônico pois causará eutrofização, alterará o Ph natural da água, destruirá grande faixa de floresta de igapó e de áreas de várzea e muitos outros problemas, mas precisamos averiguar se tudo é desta forma que os globais estão pintando, pois a Rede Globo é um organismo político e defende apenas seus interesses. Será que ela está realmente preocupada com a Belo Monte? Se a Globo está tão cidadã assim, porque não fez um video questionando a Reforma na Lei de uso das terras? Porque não organiza um movimento contra o avanço dos grãos de exportação sobre a própria Floresta Amazônica. Temos que questionar!!



Vamos fazer o seguinte. Vou postar o vídeo Global e outros que questionam o mesmo.
Aí cada um poderá tirar suas próprias conclusões. Podemos também criar um debate através dos comentários. 


É a Gota D' Água +10 \Drop of Water + 10



Tempestade em Copo D'água?


Vídeo feito por alunos de Engenharia Civil da Unicamp, em resposta ao vídeo do movimento Gota D'Água. Comente, e entre no nosso site para maiores informações!




É a Gota D' Água +10 \Drop of Water + 10 ▼FURO MTV 17/11/2011▼



Furo MTV 17/11/2011 Fala sobre a Campanha dos atores "Globais",de uma forma irônica ele passam uma mensagem que só alguns entenderão


Como esse Blog é democrático e apolítico vou postar o link do site  Movimento Gota D'Água

http://www.movimentogotadagua.com.br/assinatura 

E agora José, qual é a sua opinião?!!
Comente!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A visão dos estadunidenses sobre o Brasil


Reportagem da TV americana mostrando o potencial do Brasil. Muito interessante.O programa que fez esta reportagem chama - se 60 minutes da tv CBS. Não quer dizer que a reportagem sobre o brasil tenha 60 minutos, a reportagem está completa e dura 13 minutos.Reparem quando o reporter compara Brasília a cidade dos Jetsons(desenho animado futurista dos anos 60), fala da alta tolerância dos brasileiros a corrupção, a falta de ambição e o famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião faltou falar é claro,do maior responsável do bom momento que o Brasil atravessa = O PLANO REAL

Projetos Ambientais Escolares Comunitários - PAEC

Extraído de Curso de Educação Ambiental - NEAD-UFSJ
Infelizmente, na maioria das escolas a educação ambiental está reduzida às celebrações pontuais. Há pouca interação entre as diferentes áreas do conhecimento, bem como entre a escola e a comunidade. Além disso, permanece sem relação com projetos de caráter processual, que integram projetos político-pedagógicos e estruturas curriculares.
Por isso, a proposta do PAEC vai muito além das simples atividades pontuais. Há uma orientação contra o discurso individualista, ousando propor uma alternativa pedagógica, em consonância com o Projeto Político-Pedagógico (PPP) de cada escola e cada biorregião. O PAEC busca também fomentar o sentido crítico da escola, para além de seus muros, atentando-se ao diálogo comunitário para, só assim, efetivar-se como um processo contínuo e permanente de reflexão e de luta socioambiental.

Os projetos poderão versar sobre múltiplos temas, afinidades e opções, incentivados à descoberta do próprio meio em que cada escola se insere, no conhecimento local, de profissionais atuantes no pequeno sistema, de valorização do saber popular, com o envolvimento dos moradores do bairro. É preciso construir uma intervenção de cunho participativo e reflexivo, sempre avaliando as etapas percorridas. Torna-se necessário estimular temas das realidades escolares, sem, contudo, abandonar as preocupações do estado, do Brasil e do cenário mundial. A constatação de que a dimensão ambiental requer um sistema em rede integrada é aceitar que o meio de vida relaciona-se com os sistemas naturais, culturais e socialmente transformados. E que a educação ambiental representa, também, um campo polissêmico de emoções, sentidos e cooperação entre os seres humanos, do respeito ético com demais seres vivos e da consideração do sistema abiótico (MATO GROSSO, 2004, p.25).

O PAEC deve ser elaborado de forma autônoma e seguir a dinâmica de cada realidade, respeitando os valores e saberes da escola-comunidade. Surge, portanto, não como uma “receita” ou pacote de imposições de políticas autoritárias. Tem, sobretudo, o cuidado de valorizar o processo e não somente o produto.

Para nós, a participação ativa da comunidade faz-se fundamental. Para tal envolvimento, todavia, há que se criarem mecanismos educacionais eficientes que realmente incentivem o exercício de cidadania da comunidade para a manutenção dos ambientes de uma forma sustentável (...) Diferentes povos têm seus próprios sistemas de valores, conceitos de liberdade, democracia e direitos (SATO, 2004, p. 4).

O PAEC pressupõe que vivemos numa casa, situada numa rua, em algum bairro, em alguma comunidade, vila, localizada num município. Na localidade próxima da escola há outras casas, padarias, jornaleiros, farmácias ou terrenos baldios... E nos arredores encontraremos gatos, cachorros, talvez um sapo, e talvez um pato. Possivelmente haverá alguma área protegida que tenha flores, atraindo pássaros cantantes ou abelhas zombeteiras. O céu poderá apresentar nuvens de chuva, ofertando o maravilhoso ciclo da água, que também cozinhará nossa comida. O fogão representa também o calor energético, a boa comida que possibilitará a mobilidade e é possível que o passeio seja premiado com uma boa brisa, complementando o ciclo dos quatro elementos.
Cotidianamente realizamos muitos movimentos, passamos muitas vezes pelas mesmas ruas, lojas ou sinais. Cumprimentamos as mesmas pessoas e realizamos rituais rotineiros parecidos. Mas quando o cotidiano considerar que não há mais nada de novo nesses nossos labirintos, talvez seja a hora de caminhar com novos sentidos, forjando significados, como se sentíssemos outros cheiros, víssemos outras cores, tocássemos novas texturas, ouvíssemos novos ritmos e sons. É provável que com os olhos aguçados e novos sentimentos, o mesmo e velho local se revista de novidades!

E é sem dúvida explorando em grupo que se descobre ou redescobre melhor o meio compartilhado. Cada um aponta algo diferente graças à sua forma única de perceber. A exploração coletiva pode transformar-se em uma experiência mais enriquecedora e em um excelente processo de aprendizagem (SAUVÉ et al, 2000, p.34).

O PAEC convida, assim, a que os novos hábitos sejam experimentados por novos monges (figura 14), largando a atmosfera viciada e insistente nos velhos padrões de que a luta é árdua, que não adianta insistir, que o colega não muda, que a comunidade só atrapalha ou que projetos não trazem aumento salarial! É também o convite à Pedagogia do Abraço do Tião Rocha, do examinar nossa ecologia interna para que o abraço externo seja verdadeiramente solidário, reforçando a crença de que a educação tem jeito e que depende muito de nós.


Figura 14. Flávio Kyta Zanelatto: Velhos hábitos, novos monges

Prelúdio
Raul Seixas


Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade


Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade


Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade



A Constituição Federal de 1988 é chamada de “cidadã” por incluir diversos aspectos anteriormente negligenciados, possibilitando um salto significativo quanto aos direitos e deveres do povo brasileiro. O capítulo 225 apregoa: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
http://www.lei.adv.br/225-88.htm

Na sua opinião, o que precisa “acontecer” para que o Brasil mude sua cara e passe a ser um país mais justo do ponto de vista social e ambiental?

O PAEC circunscreve-se na vontade de descobrir e de redescobrir a escola e o seu entorno. Por meio da educação ambiental, o projeto quer oferecer um novo significado de nós mesmos em relação aos outros e desta comunicação, os vínculos do meio em que vivemos. É como uma expedição científica, que além de gerar conhecimentos quer também gerar emoções. Por isso, a escola e a comunidade devem:

* estimular os sentidos e a curiosidade;

* desenvolver habilidades de observação;

* captar e tomar consciência do que nos rodeia;

* perceber a diversidade dos seres vivos e não vivos;

* reconhecer a multiplicidade de relações que existem no meio;

* apreciar e valorizar o seu entorno;

* entender que fazemos parte de uma comunidade de vida e que compartilhamos o mesmo espaço vital;

* conhecer a história socioambiental de nossa região;

* descobrir e valorizar sua cultura em relação ao meio no qual ela se desenvolve;

* gerar um sentimento de pertencimento a esse meio e à comunidade;

* sonhar e projetar as modificações para melhorar a vida em nosso meio;

* desenvolver senso crítico sobre as realidades;

* estimular o sentimento de responsabilidade para com o ambiente compartilhado.

Desejamos que os PAEC possibilitem a abertura para os conhecimentos e problemas que circulam fora da sala de aula e que vão além do currículo que tradicionalmente a escola desenvolve. A escola poderia se apropriar desses contextos para ressignificar seus currículos, permitindo que a biorregião modifique e seja dialeticamente modificada pela escola. Isso exige que os professores sejam mediadores pedagógicos, enfatizando a aprendizagem ao invés do ensino.
Seria fundamental que as diferentes áreas do conhecimento dialogassem, promovendo a interdisciplinaridade. Para além das “disciplinas” escolares, vale reconhe cer como importantes referências outros saberes existentes fora da escola. Encontrando-se, as referências da comunidade e da escola poderiam compor um mosaico colorido de multirreferências. A interferência entre os saberes, os ruídos, o mal-estar e até mesmo o caos poderão estar presentes nesse encontro. Entretanto, se assumirmos que na vida a harmonia só existe porque os desarranjos existem, talvez seja mais fácil superar e lidar com as interferencialidades.
O mundo se orienta e se impregna por narrativas exitosas, deixando que as dificuldades sejam relegadas a algum subterrâneo; e porque não enfrentadas, surgem de tempos em tempos como um rodamoinho que força o sentimento da derrota, empoeirado na alergia contra a própria vida. Nossa existência não é um mero fenômeno de evolução em linha reta, mas há espirais de involução que exigem, sobremaneira, nossa devolução. Dito de outra maneira, a revolução do caos de llya Prigogine deve ser examinada à luz de nossa existência, já que nem só de sucessos e boas maneiras o mundo se recheia. Muito pelo contrário, há mais conflitos, desequilíbrios e desafios do que harmonia.
A obstinação humana pelo equilíbrio causa mais dores ao próprio mundo, já que não permite que lidemos com as zonas de incertezas, dores e sofrimentos. No campo da educação ambiental, por exemplo, é comum a iconografia de mãos protegendo o planeta, num sentido harmônico de proteção e garantia da vida. Por certo, estamos tentando buscar uma consciência ambiental, mas teremos que reconhecer os campos de poder, conflitos e dilemas socioambientais existentes. Para além de abraçar árvores na entrada da primavera, é preciso estudar quais táticas de resistência os grupos sociais organizam na dinâmica de uma vida que se esvazia e simultaneamente se transborda.
O risco em assumir essa visão de “sucesso” conduz ao pensamento iluminista de identificar um problema para poder resolvê-lo. As pesquisas científicas têm sido orientadas por objetos problemáticos com vistas a solucioná-los, gerando mais conflitos do que sentimentos de vitória. Por essa ótica utilitarista, será fácil afirmar que a educação ambiental fracassou, já que não conseguiu revolucionar o mundo. Mas, numa provocação geral qual é a outra área do conhecimento que conseguiu tal proeza? Se por um lado é verdadeiro que as ciências avançam e se adensam em quantidade e qualidade, por outro lado, nunca se testemunhou tamanho impasse de ameaça planetária na história da civilização humana.
Se os PAEC realmente se tornarem participativos, certamente a escola e a comunidade serão agentes de mudanças e de transformação do mundo. Conquistando engajamento dentro e fora da escola, contribuirão com o fortalecimento das políticas públicas de educação, e permitirão que professores, estudantes, pais e moradores habilitem-se para escrever a sua própria história, ao invés de passivamente a acompanharem nos jornais.
Vale a pena lembrar que as políticas públicas não são ações governamentais isoladas, mas essencialmente movimentos de toda sociedade civil que, organizada, participa na condição de coautora. Exercendo o controle social, a sociedade contribui para que a educação ambiental seja promovida, como processo permanente, em todos os níveis e para todas as idades.



Que é preciso fortalecer as políticas públicas que favoreçam a construção de Projetos Ambientais Escolares Comunitários (PAEC), que aliem a dimensão escolarizada ao saber popular, e que sobremaneira, resgatem a função revolucionária do processo pedagógico à capacidade de mobilização, para que a democracia seja participativa e não meramente representativa (SATO et al, 2006, p.95).

Por do sol no mar Cáspio

Por do sol no mar Cáspio